Institucional

   O Museu Nacional de Imigração e Colonização localizado na cidade de Joinville, norte de Santa Catarina, guarda memórias e histórias relacionadas à imigração no sul do Brasil. A sua criação foi pela Lei Federal nº 3.188 de 02/07/1957, e se dedica a recolher objetos e documentos escritos relacionadas ao processo histórico de imigração e colonização no Sul do País.

   Quando o Museu foi criado, o IPHAN firmou convênio com a Prefeitura Municipal de Joinville com o objetivo de instalar a Unidade Museológica. Para isso, foi criada uma Comissão de Cidadãos Voluntários, partidários da política de preservação, para recolher objetos relacionados à imigração. Atualmente, a toda propriedade que compreende uma área de 6 mil m², possui espaços expositivos que contam histórias da vida rural e urbana da região.


   O Museu Nacional de Imigração e Colonização de Joinville conta hoje com quatro espaços expositivos:

O Casarão principal, antiga residência e sede da Colônia Dona Francisca é datado de 1870.  Também é chamado de “Maison de Joinville”, sendo o prédio e seu entorno tombado como patrimônio histórico pelo IPHAN em 1939. A casa apesar de ser conhecida como “Palácio dos Príncipes”, não foi feita como palácio, as dimensões das salas seriam baseadas nas medidas de uma casa média de Paris. A própria palavra francesa “maison” tem sua tradução literal para o português como casa.
O prédio de mais 850 m² representa bem o estilo arquitetônico predominante: o neoclássico; possuindo simetria, uso de colunas e arcos, pórtico colunado e frontão triangular.
O Casarão atualmente conta com exposições nos três pisos. O primeiro piso possui como exposição a Sala de Visitas, a Sala de Jantar, as vitrines de porcalenas e prataria além da Sala de Áudio-visual, onde são exibidos os filmes do Cine Bigodeira. O segundo piso conta com a Sala de Chegada, Galeria de retratos de imigrantes da cidade, salas com exposições de escritórios, artigos religiosos, louças, peças de banheiro e quartos. No terceiro piso há a Sala de Música, exposições de peças de construção, bandeirolas e peças do universo feminino.


O Galpão de Tecnologia Patrimonial, construído em 1963 com base na técnica Enxaimel, possui aproximadamente 280 m². Apresenta vários engenhos e maquinários de trabalho e do "saber fazer" dos imigrantes germânicos, bem como dos luso-brasileiros e açorianos que já viviam na região de Joinville.

O Galpão de Transportes, com o visual inspirado nas construções Enxaimel foi construído em 2006, aberto ao público em 2007, possui de mais de 250 m² contém vários meios de transporte usados em Joinville. As carroças expostas retratam um período longo da história da cidade, com carroças usadas na segunda metade do século XIX e outras que circularam até a década de 1970. Destaque os carros fúnebres, carro de noivos, carro do padeiro e o carroção de São Bento (São Bentowagen) que trazia produtos, principalmente erva-mate, da região de São Bento do Sul para Joinville via Estrada Dona Francisca.

A Casa Enxaimel, construção do início do século XX, porém está presente no Museu desde 1979 e aberta ao público desde 1980. A casa estava localizada originalmente num bairro vizinho ao museu.
A técnica de construção Enxaimel, que é basicamente uma construção de madeiras entrelaçadas ou encaixadas entre si sem a utilização de pregos, apenas pinos de madeira, tendo o preenchimento de tijolos, principalmente no sul do Brasil já que na Europa também são utilizados ou materiais, permitindo que a casa possa ser desmontada e transportada para outro local.
Sendo assim, esta construção que foi levada ao museu e remontada tem o objetivo de ilustrar a moradia e o dia-a-dia de uma família de imigrantes de classe média entre o final do século XIX e início do século XX em Joinville.

Além destes espaços há ainda um Chalé da Administração, antigo escritório do representante dos Príncipes e, mais tarde, dos Procuradores de seus herdeiros, está situado logo à direita de quem olha de frente o prédio principal. Contendo área de 66 m² e inaugurado em 1907, teve suas características externas restauradas à época em que foi convertido em Auditório, passando à denominação de "Auditório Dona Francisca" através do Decreto Municipal nº 11.405, de 17/10/2003, sendo aberto ao público no ano de 2004 (hoje desativado para servir de escritório da direção do Museu).

6 comentários:

  1. como faço para encontrar minha genealogia da familia moretto?
    Grato

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    1. Boa noite Renato, recomendável uma visita ao Arquivo Histórico de Joinville, lá você poderá encontrar o que precisa.

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  2. gostaria de saber sobre a familia Spautz e Grein, Miguel ou Michel Spautz e Angela Grein que chegaram do Brasil por volta de 1873 - 1875 e vieram para região de Rio Negro/ Mafra.

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    1. Boa noite Ligia, recomendável uma visita ao Arquivo Histórico de Joinville, provavelmente lá você poderá encontrar o que precisa, pois lá está a maior parte das documentações sobre imigrantes que passaram por Joinville.

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  3. Bom dia e possivel encontrar familia sabino.

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    1. Boa noite, pesquise no Arquivo Histórico de Joinville, lá há documentos das imigrações feitas na cidade.

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